Por Profº MoraisUma das contribuições do ensino de História para a formação dos alunos é propiciar que eles estabeleçam relações entre a vida individual e a coletiva, de modo que possam identificar semelhanças, diferenças, identidades, simultaneidades, compreendendo melhor as relações históricas, as interações entre o cotidiano individual e o social, assim como as vivencias comum aos grupos sociais. Na atividade desenvolvida com alunos da Escola Djalma Cruz, Modalidade EJA, “Gravidez na Adolescência” e “Trabalho” foram temas corriqueiros nas produções textuais dos alunos . Veja alguns recortes:
“[...] no meu trabalho eu ganho pouco, eu queria arrumar um outro trabalho melhor para ajudar a minha família, queria tirar meu pai dos matos, mas não posso porque eu não tenho dinheiro, ganho pouco, mal dar pra comer[...]” Aluno: E.P.C
“[...] aos 13 anos engravidei do meu filho, logo no começo fiquei muito abalada, tive vontade de me suicidar, mas depois me peguei com o meu Deus e ele me livrou[...]. Aluna F.R.C
[…] com 16 anos engravidei do primeiro namorado, casamos e com 2 anos juntos, meu marido faleceu. A minha juventude foi muito triste […]. Aluna G.K.
[…] tenho 18 anos e estou grávida do meu primeiro filho, tenho meu marido mas não temos casa própria...na minha infância até fome passei e agora estudo pra ter um futuro melhor [...]. Aluna E.C.C.
[…] com 16 anos engravidei, eu seria mãe, mas Deus levou o meu filho, fiquei muito triste...meus pais eram separados...gosto do Colégio, tenho vergonha de apresentar trabalho[...] Aluna L.S.M.
[…] com 17 anos me relacionei com uma jovem, ela ficou grávida, mas depois perdeu a criança, fiquei triste[...]. Aluno L.A.S.
Outros temas foram explorados pelos alunos:
[…] sempre fui uma pessoa incapacitada na Escola...na adolescência eu fazia muitas besteiras...passei a usar drogas, fiquei usando drogas durante seis meses. Deus é tão bom que minha namorada me fez enxergar a besteira que eu fazia e então passei a deixar as drogas, hoje estou recuperado, sou outra pessoa […] Aluno, (solicitou anonimato)
[…] cheguei a comer milho socado por não ter comida por três dias, eu chorava muito, meu maior sonho era ter um caderno de matéria. Completei meus 16 anos e ganhei meu primeiro caderno de 10 matérias. Tinha vergonha de ir a Escola por ter apenas uma muda de roupa, era uma bermuda quadriculada e uma camisa do Capitão Planeta. Cheguei a adolescência e perdi a razão de viver, não tinha sonhos e não me importava com o meu futuro. Mas foi na minha juventude que dei um salto e descobri a razão de viver, eu queria saber se o que falavam de Jesus era verdade, entreguei-me a ele e ele mudou a minha vida. Hoje o que mais gosto de fazer é olhar dentro dos olhos dos professores pra ter certeza se posso confiar em tudo o que ele me passa,. Meu objetivo é ser psicologo e missionário em terras distantes [...]. Aluno V.J
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